Protocolos de emergência na escola: passo a passo claro

Descubra o passo a passo essencial para agir em emergências na escola, da comunicação interna ao contato com o SAMU e o apoio às famílias.

Cada segundo vale ouro quando uma criança passa mal na escola. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos um protocolo simples e direto que ajuda professores, pais e alunos a agir com rapidez e segurança.

Alerta interno: avisar quem está por perto

O primeiro passo é avisar a equipe imediatamente. O ideal é usar três formas de comunicação ao mesmo tempo: som alto (alarme ou rádio), luz piscante e mensagem no celular dos funcionários. Se um canal falhar, os outros garantem o aviso.

É útil definir uma palavra-chave curta para emergências, como “código azul” para hipoglicemia grave. O professor que presencia o problema faz o alerta, e a coordenação assume a organização das ações.

Os treinos devem ocorrer pelo menos duas vezes por ano. As simulações ajudam a identificar falhas, como salas sem sinal ou senhas esquecidas.

Chamada externa: acionar o SAMU 192

Após o alerta interno, a primeira ligação deve ser para o SAMU (192). Informe de forma clara:
• Nome e idade da criança.
• Doença crônica que ela possui.
• Peso aproximado.
• Medicamentos já administrados.

Em seguida, comunique a família. Tenha sempre dois números de contato atualizados no prontuário e no aplicativo escolar.

A Lei Lucas (Lei nº 13.722/2018) obriga todas as escolas a treinar professores e funcionários em noções básicas de primeiros socorros e a chamar ajuda do jeito certo.

É recomendável gravar a ligação ou usar aplicativos que confirmem o envio da mensagem, para garantir que a comunicação foi recebida.

Relatório rápido

Quando o socorro chega, entregue uma folha com horário, sinais vitais e o que já foi feito. Esse registro evita perda de informações durante o atendimento e o transporte.

Depois do incidente: aprender e apoiar

Nas 48 horas seguintes, a escola deve realizar uma conversa de revisão — o chamado debriefing — para avaliar o que funcionou e o que pode melhorar.

Também é importante oferecer apoio emocional à turma. Conversar sobre o ocorrido ajuda a reduzir o medo e aumenta a confiança.

Por fim, envie uma mensagem curta e clara aos pais, sem expor detalhes pessoais da criança envolvida. Isso evita boatos e mantém a transparência.

Dúvidas comuns

“Posso esperar a família antes de ligar para o SAMU?”
Não. A prioridade é acionar o SAMU imediatamente. Cada minuto conta.

“E se eu errar o código ou esquecer a senha?”
Por isso o treino é fundamental. Repetição garante segurança.

“O que é debriefing?”
É uma conversa depois do evento para aprender e melhorar o protocolo.

Conclusão

Com um protocolo simples — alerta interno rápido, chamada ao SAMU e relatório bem-feito — é possível proteger as crianças todos os dias. Treinar, registrar e comunicar com clareza fortalece a confiança entre escola e famílias. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal.


Referências

  1. Brasil. Ministério da Educação. Cartilha de primeiros socorros nas escolas. Brasília: MEC; 2019.
  2. Ferrer R, Correia P. Protocolos de emergência em ambiente escolar: revisão de literatura. Revista de Saúde Pública. 2022;56:89-97.
  3. Brasil. Lei nº 13.722, de 4 de outubro de 2018. Diário Oficial da União. Brasília; 2018.
  4. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.048, de 5 de novembro de 2002. Diário Oficial da União. Brasília; 2002.
  5. Organização Pan-Americana da Saúde. Safe school checklist: emergency communication. Washington, DC: OPAS; 2020.