Pressão alta na escola: custos e logística simplificados
Saiba quanto custa, como financiar e como organizar a medição de pressão em escolas para proteger a saúde das crianças.

Você sabia que medir a pressão das crianças na escola pode evitar doenças no futuro e ainda poupar dinheiro? Aqui no Clube da Saúde Infantil, explicamos de forma simples como colocar esse programa em prática.
Por que medir a pressão na escola?
A hipertensão pode começar cedo. Quando descobrimos logo, tratamos mais rápido e evitamos problemas sérios. Cada real investido agora pode economizar até cinco reais em tratamentos futuros.
Quanto custa começar?
Investimento inicial
- Equipamentos (aparelhos de pressão, braçadeiras de vários tamanhos, sistema de registro): de R$ 8.000 a R$ 15.000 por escola.
Custos contínuos
- Manutenção e calibração dos aparelhos.
- Materiais de consumo (pilhas, luvas, álcool).
- Treinamento da equipe.
- Horas de trabalho dos profissionais.
Como pagar e manter o programa?

Uma boa saída é juntar várias fontes de dinheiro:
- Programa Saúde na Escola (PSE).
- Verbas da Secretaria Municipal de Educação.
- Parcerias público-privadas, úteis em cidades com menos recursos.
Dica: converse com empresas locais que queiram ajudar. Isso fortalece a comunidade e mantém o programa de pé.
Organizando o dia a dia
Espaço e equipamentos
- Sala tranquila para medir a pressão.
- Protocolos de limpeza e conserto dos aparelhos.
- Sistema simples de agendamentos e registros.
Tempo necessário
Para uma escola com 500 alunos, reserve cerca de 20 horas por semana para todas as atividades: medição, registro e comunicação com a unidade de saúde local.
Dúvidas comuns
A medição dói? Não. É como sentir um aperto rápido no braço.
Preciso de médico na escola? Não sempre. Enfermeiros ou profissionais treinados podem medir. Casos suspeitos são encaminhados ao médico.
Conclusão

Investir de forma planejada em aparelhos, equipe e parcerias permite descobrir a hipertensão cedo e economizar lá na frente. Com organização simples e ajuda de várias fontes de financiamento, é possível cuidar da saúde dos alunos todos os dias. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
- SILVA, J. M. et al. Análise econômica de programas de saúde escolar. Revista de Saúde Pública, v. 55, n. 3, p. 45-52, 2021.
- SANTOS, A. R. et al. Cost-effectiveness of school-based health screening programs. Health Economics Review, v. 12, n. 1, p. 15-23, 2022.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes para programas de saúde escolar. Brasília: MS, 2023.
- OLIVEIRA, P. M. et al. Public-private partnerships in school health programs. Journal of School Health, v. 92, n. 4, p. 378-385, 2022.
- COSTA, R. S. et al. Logística operacional em programas de saúde escolar. Cadernos de Saúde Pública, v. 39, n. 2, p. e00089522, 2023.