Antes que doa mais: o que fazer nos primeiros minutos após uma agressão

Reagir cedo faz toda a diferença após uma agressão. Veja como escolas e famílias podem agir nos primeiros minutos para garantir acolhimento e segurança.

Bullying machuca. Para crianças com doença crônica, o risco é ainda maior. Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos como agir nos primeiros minutos e como seguir cuidando depois. Informação simples, direta e baseada em ciência. Vamos juntos?

O que fazer na hora do bullying

1. Garanta a segurança física e emocional

Afaste a criança do agressor e leve-a para um local calmo. Diga com clareza: “Você não tem culpa.”

2. Verifique a saúde da criança

  • Diabetes: medir a glicemia imediatamente.
  • Asma: garantir que a bombinha de resgate esteja acessível.
  • Hipertensão: observar pressão e sinais de estresse.

3. Registre e avise

Anote tudo conforme a Lei 13.185/2015. Use aplicativo ou ficha de registro. Avisar família e equipe de saúde reduz a chance de nova agressão.

4. Comece a investigação de forma gentil

Escute vítima, testemunhas e agressor em sala reservada. Uma dupla formada por psicólogo e pedagogo ajuda a evitar erros e garante acolhimento.

Como cuidar depois do episódio

Mediação e reparação

Um encontro mediado ajuda o agressor a entender o erro e reparar o dano. Incluir uma explicação simples sobre a doença da vítima reduz o estigma e evita novas ocorrências.

Suporte psicológico contínuo

Pelo menos oito sessões de terapia cognitivo-comportamental fortalecem a autoestima e o controle da doença. Técnicas de respiração funcionam como um “freio” para o estresse.

Ajuste do tratamento médico

  • Asma: inalador extra na mochila reduziu emergências em escolas.
  • Diabetes: medições mais frequentes nas 48 horas após o bullying ajudam a controlar picos de glicemia.

Como evitar que aconteça de novo

Monitorar a turma toda semana

Professores e alunos podem preencher um check-in rápido. O sistema identifica sinais de risco antes que a agressão volte a acontecer.

Aprender com cada caso

Os relatórios devem ser discutidos em reuniões pedagógicas. Ajustar regras, redesenhar espaços e reforçar a cultura de respeito ajuda a prevenir novos episódios.

Dicas extras para famílias e escolas

  • Mantenha um kit de primeiros socorros adaptado.
  • Promova rodas de conversa sobre doenças crônicas.
  • Use cartazes com a frase “Respeito mora aqui”.
  • Confira nosso guia interno: Primeiros socorros na escola.
  • Consulte a Sociedade Brasileira de Pediatria para mais materiais.

Conclusão

Bullying pode ser parado com ação rápida, cuidado constante e diálogo. Quando escola e família trabalham juntas, a criança com doença crônica se sente segura para aprender, brincar e sonhar. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que crescer com saúde é mais legal!


Referências

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