Remédios no horário certo: o guia para viajar sem descuidar do tratamento
Descubra como organizar seus remédios antes de viajar e manter o tratamento crônico em dia. Dicas práticas para fusos horários, seguro e emergências.

Viajar é bom, mas pode dar frio na barriga quando há um tratamento que não pode parar. A boa notícia é que, com organização, tudo cabe na mochila: do remédio ao plano B. Aqui no Clube da Saúde Infantil acreditamos que conhecer o mundo e cuidar da saúde andam juntos. Confira dicas simples, exemplos reais e um checklist prático para curtir a viagem sem sustos.
Por que planejar é tão importante?
O tratamento crônico funciona como um castelo de cartas: se uma peça falha, todo o conjunto desmorona. Perder uma dose, mudar de fuso sem ajuste ou deixar o remédio esquentar pode comprometer a saúde.
Casos reais: o que deu errado e o que deu certo
Ana, 34 anos, diabetes tipo 1
- Problema: aeroporto barrou seringas e houve hipoglicemia à noite.
- Solução: carta médica em inglês e sensor de glicose com alarme. Resultado: menos crises na viagem seguinte.
Carlos, 56 anos, transplantado
- Problema: remédio que precisava de refrigeração estragou durante cruzeiro.
- Solução: bolsa térmica com termômetro e seguro que cobria doenças pré-existentes.
Júlia, 9 anos, epilepsia
- Problema: fronteira reteve parte dos comprimidos.
- Solução: receita digital em inglês e farmácia parceira indicada por telemedicina, resolvendo em dois dias.
As cinco regras de ouro para viajar tranquilo

Comece 30 dias antes
Renove receitas, peça laudo bilíngue e teste a bolsa térmica.
Leve 150% da medicação
Garanta sobra em caso de atrasos de voo ou extravio de bagagem.
Ajuste o horário do remédio
Troque os horários gradualmente antes da viagem, como quem adianta ou atrasa o despertador pouco a pouco.
Use plano duplo
- Duas bolsas térmicas.
- Duas cópias da receita, em papel e digital.
- Contato de telemedicina 24 horas.
Escolha o seguro certo
Opte por uma apólice que cite sua doença de forma explícita, evitando surpresas no atendimento.
Checklist rápido para colar na porta da geladeira
- Quantidade de remédio: 1,5 multiplicado pelos dias da viagem.
- Laudo médico em português e inglês.
- Termômetro de bolsa entre 2 °C e 8 °C.
- Lista de farmácias no destino.
- Telefone do médico ou serviço de telemedicina.
- Apólice de seguro impressa e digital.
Perguntas frequentes
Posso levar seringa no avião?
Sim. Mantenha junto do laudo médico, na bagagem de mão e em estojo transparente.
E se o remédio congelar?
Temperaturas muito baixas também estragam o medicamento. Use placas de gel e acompanhe com termômetro.
Seguro de cartão cobre doença crônica?
Na maioria das vezes, não. Leia o contrato e confirme antes da viagem.
Equívocos comuns e a verdade
- “Vou ficar só uma semana, não preciso levar tanto remédio.” → Atrasos acontecem, leve sempre 150%.
- “Deixo a insulina na mala despachada.” → O porão pode ultrapassar 30 °C ou cair abaixo de 0 °C. Leve sempre na cabine.
- “Basta traduzir a receita no Google.” → Companhias aéreas e alfândegas exigem assinatura do médico em papel timbrado.
Conselho final dos especialistas
Planejar a cadeia de cuidados custa menos do que enfrentar uma emergência fora do país. O planejamento funciona como cinto de segurança: simples, acessível e capaz de salvar vidas.
Conclusão

Viajar com doença crônica é possível, seguro e prazeroso quando há planejamento. Monte seu checklist, converse com o médico e garanta sempre um plano alternativo. Aqui no Clube da Saúde Infantil reforçamos: crescer com saúde é mais legal.
Referências
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- International Society of Travel Medicine. Compendium of chronic disease travel recommendations. ISTM, 2021.
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