O corpo avisa antes da palavra: quando o bullying cala a criança
Entenda como o corpo e o comportamento revelam sinais de bullying em crianças com doenças crônicas e saiba como agir com atenção e empatia.

Bullying machuca. Para crianças com doenças crônicas, ele pode doer ainda mais. Aqui no Clube da Saúde Infantil, queremos ajudar você a notar os primeiros sinais. Assim, podemos agir cedo e proteger quem amamos.
Sinais de bullying em crianças com doenças crônicas
Por que prestar atenção
O estresse do bullying pode piorar a doença da criança. Identificar sinais logo no começo é tão importante quanto tomar o remédio certo. Estudos mostram que o estresse emocional pode exacerbar significativamente os sintomas da doença de base.
Mudanças no comportamento e na emoção

Pare e observe se seu filho apresenta:
• Isolamento repentino, evitando amigos ou família.
• Irritabilidade fora do comum.
• Relutância em ir à escola.
• Sonhos agitados ou pesadelos frequentes.
• Queixas de dores vagas, sem causa clara.
• Mudança de humor após usar celular ou redes sociais.
Mudanças no cuidado da doença
O bullying pode interferir até no tratamento:
• Resistência em tomar o remédio na escola.
• Esconder bombinha, seringas ou outros dispositivos médicos.
• Faltas a consultas sem motivo claro.
• Piora nos exames ou nos sintomas sem explicação médica.
• Vergonha de realizar procedimentos na frente de colegas.
Mudanças no padrão de adesão ao tratamento podem ser um sinal silencioso de bullying.
Mudanças na comunicação
Preste atenção em como a criança fala sobre a própria condição:
• Deixa de comentar sobre a doença.
• Mostra vergonha ou culpa.
• Evita contar como foi o dia escolar.
• Usa palavras negativas sobre si mesma.
• Demonstra baixa autoestima ligada à doença.
Como interpretar esses sinais
Pense nos sinais como luzes de um semáforo:
• Verde: tudo segue igual, sem mudanças.
• Amarelo: uma ou duas mudanças leves — fique atento.
• Vermelho: várias mudanças juntas — procure ajuda imediata.
Já percebeu algum sinal
Converse com a criança com calma. Anote o que mudou. Leve essas observações ao médico, ao psicólogo ou à escola. Agir cedo faz toda a diferença.
Conclusão

Identificar sinais de bullying em crianças com doenças crônicas é um passo de amor e cuidado. Observe mudanças no comportamento, no tratamento e na comunicação. Fale com profissionais e, acima de tudo, mantenha o diálogo aberto. Aqui no Clube da Saúde Infantil, lembramos sempre: crescer com saúde é mais legal.
Referências
- Peterson JL, Puhl RM, Luedicke J. An experimental assessment of physical educators’ expectations and attitudes: the importance of student weight and gender. Journal of School Health. 2019;82(9):432-440.
- Storch EA, Masia-Warner C. The relationship of peer victimization to social anxiety and loneliness in adolescent females. Journal of Adolescence. 2018;27(3):351-362.
- Lumeng JC, Forrest P, Appugliese DP, Kaciroti N, Corwyn RF, Bradley RH. Weight status as a predictor of being bullied in third through sixth grades. Pediatrics. 2020;125(6):e1301-e1307.