Riscos da suplementação de vitamina D: entenda a polêmica e o que é seguro
Descubra os riscos da suplementação de vitamina D em excesso, os grupos que exigem maior atenção e o que dizem as pesquisas sobre segurança.

Você já ouviu que a vitamina D faz bem para tudo? Aqui no Clube da Saúde Infantil, mostramos também o outro lado: quando ela em excesso pode fazer mal e quais pontos ainda geram debate.
Por que falar de vitamina D?
A vitamina D fortalece ossos, músculos e imunidade. O corpo produz quando a pele recebe sol, mas muitas pessoas recorrem a suplementos. Assim como sal em excesso, doses altas de vitamina D também prejudicam a saúde.
Quando a vitamina D vira problema?
O uso exagerado pode causar hipervitaminose D, caracterizada por excesso da vitamina no sangue. Isso leva à hipercalcemia, ou seja, muito cálcio circulando no corpo. Os sintomas mais comuns incluem:
- Náusea e vômito.
- Fraqueza muscular.
- Muita sede e vontade frequente de urinar.
- Em casos graves, problemas nos rins e calcificação de órgãos.
Em crianças, já foram registrados níveis muito altos após uso incorreto de gotas. Gestantes também correm risco, e o bebê pode nascer com cálcio elevado.
Quanto é demais?
Especialistas divergem sobre os valores ideais. Alguns consideram 30 ng/mL como meta; outros acreditam que 20 a 30 ng/mL já é suficiente. O Ministério da Saúde recomenda avaliar cada caso com exame e acompanhamento médico.
Suplementar todo mundo ou só quem precisa?

O Brasil recebe bastante sol, mas nem todos se beneficiam igualmente. Estudos mostram que a suplementação universal pode não ser custo-efetiva. Os grupos que mais precisam de atenção são:
- Bebês prematuros.
- Crianças que passam pouco tempo ao ar livre.
- Gestantes em acompanhamento pré-natal.
- Pessoas com pele mais escura ou que usam filtro solar constantemente.
D2 ou D3: existe diferença?
A vitamina D3 tende a manter níveis no sangue por mais tempo do que a D2. Mesmo assim, algumas fórmulas infantis usam D2. A escolha deve ser feita junto ao pediatra.
Dose diária ou dose única?
Tomar diariamente ajuda a criar hábito, mas algumas famílias preferem esquemas semanais ou mensais. A decisão depende de fatores como:
- Facilidade de lembrar.
- Custo.
- Orientação médica.
Cuidados práticos para famílias
- Siga a receita indicada.
- Guarde o frasco fora do alcance das crianças.
- Peça exame de sangue antes de aumentar a dose.
- Combine suplementação com exposição segura ao sol (15 minutos pela manhã ou no fim da tarde).
Mitos comuns
Mito: quanto mais vitamina D, melhor.
Verdade: o excesso prejudica rins e coração.
Mito: quem mora no Brasil nunca tem deficiência.
Verdade: passar muito tempo em ambientes fechados reduz a produção natural.
Mito: vitamina D2 e D3 são iguais.
Verdade: a D3 costuma ser mais eficaz para manter níveis estáveis.
Perguntas frequentes
Meu filho precisa de suplemento?
Somente o pediatra, com exame, pode confirmar.
Posso usar a vitamina que sobrou da gravidez?
Não. As doses para adultos e crianças são diferentes.
E se eu esquecer uma dose?
Não dobre a próxima. Volte ao esquema normal e avise o médico.
Conclusão

A vitamina D é essencial, mas excesso não significa saúde. Seguir orientação médica, realizar exames e evitar doses por conta própria é o melhor caminho para proteger gestantes, crianças e toda a família.
Aqui no Clube da Saúde Infantil acreditamos que informação clara salva vidas. Crescer com saúde é mais legal!
Referências
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