Da pastilha ao inalador: a trajetória dos remédios para asma infantil

Explore a história do cuidado com a asma infantil e conheça as mudanças que levaram às bombinhas modernas.

Você sabia que os remédios para asma que conhecemos hoje são resultado de mais de 70 anos de descobertas científicas? A história do tratamento da asma é uma verdadeira jornada de esperança e inovação. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que conhecer essa história nos ajuda a entender melhor como cuidar das nossas crianças hoje.

Vamos descobrir juntos como chegamos dos primeiros remédios até as modernas “bombinhas” que salvam vidas todos os dias!

Como tudo começou: os primeiros remédios para asma (1948-1950)

A história moderna dos remédios para asma começou em 1948. Naquele ano, um médico chamado Philip Hench e sua equipe descobriram algo incrível: um remédio chamado cortisona podia diminuir a irritação no corpo de pessoas doentes.

Essa descoberta foi como encontrar uma chave mágica! Logo depois, em 1950, os médicos começaram a testar esses remédios em pessoas com asma. Os resultados foram muito bons, mas havia um problema: os remédios causavam alguns efeitos ruins no corpo quando usados por muito tempo.

A chegada desses primeiros remédios foi como acender uma luz no fim do túnel para milhares de famílias que conviviam com a asma.

A grande mudança: quando os remédios ficaram mais seguros (1972)

O ano de 1972 marcou uma revolução no tratamento da asma. Foi quando surgiu o primeiro remédio inalatório — a famosa “bombinha”! O primeiro desses remédios especiais se chamava beclometasona.

Por que isso foi tão importante?

Imagine que você precisa regar uma planta específica no seu jardim. É melhor usar um regador grande que molha tudo, ou um borrifador que mira direto na planta? A bombinha funciona como esse borrifador especial!

Vantagens das bombinhas:

  • O remédio vai direto para os “tubinhos do pulmão”.
  • Menos remédio se espalha pelo resto do corpo.
  • Menos chances de efeitos ruins.
  • Mais fácil de usar, até para crianças.

O desenvolvimento das bombinhas modernas mudou completamente o tratamento da asma infantil, permitindo melhor controle da doença com muito menos riscos.

O tratamento da asma no Brasil: nossa história

No Brasil, a evolução do tratamento da asma também tem uma história especial. Na década de 1990, a Sociedade Brasileira de Pneumologia criou as primeiras regras brasileiras para tratar asma. Essas regras já incluíam as bombinhas como o melhor tratamento.

O que mudou nos anos 2000?

  • Médicos aprenderam a aumentar ou diminuir os remédios conforme a necessidade.
  • Surgiram protocolos mais seguros para crianças.
  • O tratamento ficou mais personalizado para cada paciente.

Como esses avanços ajudam as crianças hoje?

Hoje, graças a toda essa evolução histórica, as crianças com asma podem:

Viver uma vida normal:

  • Brincar e praticar esportes.
  • Dormir bem à noite.
  • Ir à escola sem preocupações.
  • Ter menos crises de asma.

Usar tratamentos seguros:

  • Bombinhas com poucos efeitos colaterais.
  • Remédios testados especialmente para crianças.
  • Acompanhamento médico mais preciso.

Dicas importantes para os pais

  • Sempre siga as orientações médicas sobre como usar a bombinha.
  • Não tenha medo dos remédios — eles são muito seguros quando usados corretamente.
  • Mantenha o tratamento regular — é melhor prevenir do que remediar.
  • Ensine seu filho a usar a bombinha — isso dá mais independência e segurança.

Conclusão

A história dos remédios para asma nos mostra uma coisa muito importante: a ciência nunca para de evoluir para cuidar melhor das nossas crianças. Do primeiro remédio em 1948 até as bombinhas modernas de hoje, cada descoberta salvou milhares de vidas.

Se seu filho tem asma, lembre-se: vocês têm acesso aos melhores tratamentos que já existiram na história! Com o acompanhamento médico correto e o uso adequado dos remédios, a asma não precisa limitar os sonhos e as brincadeiras da sua criança.

Aqui no Clube da Saúde Infantil, sabemos que crescer com saúde é mais legal — e a história da medicina nos prova que isso é cada vez mais possível!


Referências

  1. Hench PS, Kendall EC, Slocumb CH, Polley HF. The effect of a hormone of the adrenal cortex and of pituitary adrenocorticotropic hormone on rheumatoid arthritis. Proc Staff Meet Mayo Clin. 1949;24(8):181-97.
  2. Brown HM, Storey G, George WH. Beclomethasone dipropionate: a new steroid aerosol for the treatment of allergic asthma. Br Med J. 1972;1(5800):585-90.
  3. Barnes PJ. Inhaled corticosteroids. Pharmaceuticals (Basel). 2010;3(3):514-540.
  4. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Diretrizes para o manejo da asma. J Pneumol. 1998;24(4):171-276.
  5. Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention, 2021. Available from: www.ginasthma.org