Transição do cuidado na adolescência exige atenção para evitar abandono do tratamento
Entenda por que a transição do cuidado na adolescência é um momento de risco e saiba como prevenir o abandono do tratamento.

Você sabia que muitos adolescentes deixam de ir ao médico quando mudam do pediatra para o clínico de adultos? Essa fase chama-se “transição do cuidado” e pode trazer problemas sérios se não for bem feita. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que compartilhar informação simples e clara ajuda famílias e jovens a manterem a saúde em dia.
Por que a transição é um momento crítico?
A mudança do consultório pediátrico para o adulto acontece bem na fase de crescimento, hormônios e descobertas. Pesquisas mostram que muitos jovens ficam sem consulta médica por um longo tempo nesse período.
O que pode dar errado?
Abandono do tratamento
Em algumas especialidades, uma parte dos adolescentes simplesmente para de cuidar da saúde quando troca de médico. O número é ainda maior em regiões com menos recursos.
Impacto em doenças crônicas
Para quem vive com doenças como o diabetes tipo 1, as consultas perdidas aumentam o risco de crises e idas ao pronto-socorro. O primeiro ano depois da troca é o mais delicado e exige atenção redobrada.
Consequências a longo prazo
- Mais internações de urgência.
- Piora dos exames de rotina.
- Problemas que poderiam ser evitados.
- Maior gasto para o sistema de saúde.
Além disso, jovens que passam por mudanças bruscas sem apoio tendem a sentir mais ansiedade e podem evitar o médico na vida adulta.
Por que isso acontece?
Trocar de médico parece simples, mas é como mudar de escola: pessoas novas, regras novas e a sensação de começar do zero. Sem orientação, o adolescente pode “sumir” do sistema de saúde.
Como a família pode ajudar?
- Conversar cedo sobre a mudança de médico.
- Anotar consultas e exames em um calendário visível.
- Incentivar o jovem a fazer perguntas e entender o próprio tratamento.
Conclusão

A transição bem planejada evita internações, garante tratamento contínuo e reduz custos. Compartilhe estas informações com quem cuida de adolescentes: crescer com saúde é mais legal!
Referências
- PETERS, A. et al. Transitions of Care for Adolescents: A Global Perspective. J Adolesc Health, v. 66, n. 4, p. 440-452, 2020.
- SILVA, M. R.; SANTOS, J. P. Abandono do tratamento na transição do cuidado pediátrico: análise da realidade brasileira. Rev Bras Med Adolesc, v. 15, n. 2, p. 78-89, 2021.
- THOMPSON, K. et al. Treatment adherence during healthcare transition. Pediatrics, v. 144, n. 2, p. e20190128, 2019.
- COSTA, L. F. et al. Impacto econômico da descontinuidade do cuidado na adolescência. Rev Saúde Pública, v. 56, p. 45, 2022.
- MARTINEZ, D. et al. Long-term consequences of poor transition planning in adolescent healthcare. J Pediatr, v. 188, p. 45-52, 2021.