Do remédio à fisioterapia: como crianças enfrentam a esclerodermia

Descubra quais terapias médicas e práticas do dia a dia contribuem para controlar a esclerodermia infantil e garantir mais qualidade de vida.

Você já ouviu falar em esclerodermia juvenil? Esse nome grande assusta, mas aqui no Clube da Saúde Infantil mostramos que, com tratamento certo e acompanhamento, é possível viver melhor. Vamos explicar de forma simples o que os estudos mais novos dizem sobre os remédios, os cuidados diários e o que observar no corpo da criança.

O que é esclerodermia juvenil?

Esclerodermia juvenil é uma doença rara que deixa a pele e, às vezes, órgãos por dentro, mais endurecidos. Isso acontece porque o corpo produz colágeno em excesso. O diagnóstico e o início do cuidado cedo fazem toda a diferença.

Tratamento com medicamentos

Metotrexato: primeira escolha

Pesquisas recentes mostram que o metotrexato é o primeiro remédio usado para cuidar da pele e das articulações nas crianças. Ele ajuda a diminuir a inflamação e a frear a doença.

Combinação de imunossupressores

Quando usado junto com outros imunossupressores, o controle da doença pode ser ainda melhor, especialmente quando iniciado logo.

Casos mais graves

Se a doença atinge órgãos como o pulmão, o médico pode indicar ciclofosfamida ou micofenolato de mofetila. Para situações que não melhoram com esses, há também a opção do rituximabe.

Cuidados para órgãos específicos

Fenômeno de Raynaud

Muitos pequenos sentem mãos e pés frios que ficam roxos ou brancos. Isso se chama Fenômeno de Raynaud. O tratamento mais usado é o bloqueador de canal de cálcio, um comprimido que ajuda o sangue a circular melhor.

Pressão alta no pulmão

Quando a esclerodermia causa hipertensão pulmonar, o médico pode usar remédios que bloqueiam a proteína endotelina-1, melhorando a respiração.

Terapias sem remédio

Fisioterapia e terapia ocupacional

Movimentar o corpo é essencial. A fisioterapia mantém as juntas soltas, como dobradiças de porta bem lubrificadas. A terapia ocupacional ajuda a criança a continuar fazendo atividades diárias, como segurar lápis ou amarrar o tênis.

Acompanhamento regular

Consultas, exames de sangue e imagens devem ser feitos no período indicado pelo médico. Isso vigia a doença e evita efeitos colaterais dos remédios.

Dicas práticas para famílias

  • Anote sintomas novos e leve para o pediatra.
  • Use roupas quentes para proteger mãos e pés do frio.
  • Mantenha a vacinação em dia.
  • Converse com a escola para adaptar atividades físicas, se preciso.
  • Busque apoio psicológico: sentimentos importam tanto quanto o corpo.

Mitos mais comuns

Mito: esclerodermia juvenil não tem tratamento.
Fato: existem várias opções de remédio e fisioterapia que controlam a doença.

Mito: todos os órgãos serão afetados.
Fato: muitas crianças têm formas leves, apenas na pele, quando tratadas cedo.

Quando procurar ajuda?

Se notar pele mais dura, dor nas articulações ou mudança de cor nos dedos com o frio, procure um reumatologista pediátrico. Quanto mais cedo, melhor o resultado.

Conclusão

A esclerodermia juvenil exige cuidado constante, mas as opções de tratamento atuais dão esperança. Com remédios corretos, fisioterapia e visitas regulares ao médico, a criança pode brincar, aprender e sonhar. Lembre sempre: crescer com saúde é mais legal!


Referências

  1. TOROK, K. S. et al. Juvenile scleroderma: a clinical update. Curr Rheumatol Rep, v. 21, n. 7, p. 28, 2019.
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