Viver com doença crônica: a infância que segue, mesmo entre altos e baixos
Conheça histórias e estratégias que ajudam famílias a equilibrar saúde e infância diante das doenças crônicas. Acolhimento, rotina e leveza.

Você sabia que quase uma em cada dez crianças brasileiras tem uma doença crônica? São condições que exigem cuidados contínuos, mas que não impedem uma vida ativa, feliz e cheia de aprendizado. Aqui no Clube da Saúde Infantil, explicamos o que são essas doenças, como reconhecer sinais e o que pais e cuidadores podem fazer para apoiar o desenvolvimento saudável dos pequenos.
O que são doenças crônicas
Doenças crônicas são condições de saúde que duram por longos períodos e precisam de acompanhamento regular. Elas não têm cura imediata, mas podem ser controladas com o tratamento correto. É como cuidar de uma planta: exige atenção todos os dias, mas, com os cuidados certos, ela cresce forte e bonita.
Essas doenças podem afetar diferentes partes do corpo — como o pulmão, o coração, o sistema endócrino ou o sistema nervoso — e variam em gravidade. Algumas são leves e bem controladas; outras precisam de mais suporte médico e familiar.
Números no Brasil
De acordo com dados do Ministério da Saúde e do IBGE, cerca de 2,7 milhões de crianças brasileiras entre 5 e 14 anosvivem com alguma doença crônica. Isso representa 9,1% das crianças do país.
Distribuição regional:
- Sul: 10,8%.
- Sudeste: 11,2%.
- Norte: 7,3%.
- Nordeste: 8,1%.
Essas diferenças estão ligadas a fatores como acesso à saúde, alimentação, condições ambientais e diagnóstico precoce.
As doenças crônicas mais comuns na infância

- Asma: afeta cerca de 13 em cada 100 crianças e é a principal causa de faltas escolares por problemas respiratórios.
- Diabetes tipo 1: ocorre em cerca de 3 em cada 1.000 crianças e exige controle rigoroso da glicemia.
- Epilepsia: atinge 7 em cada 1.000 crianças e requer acompanhamento neurológico.
- Cardiopatias congênitas: presentes em 9 em cada 1.000 crianças, podem variar de simples a complexas.
Outras condições importantes incluem alergias alimentares, obesidade, doenças autoimunes e distúrbios hormonais, que também demandam atenção contínua.
Como está mudando
Nos últimos 10 anos, o número de crianças com doenças crônicas aumentou cerca de 22%. Isso se deve a fatores como maior diagnóstico, mudanças nos hábitos alimentares e aumento da exposição a ambientes urbanos e poluentes.
Em termos práticos, é como se, a cada sala de aula com 30 alunos, pelo menos 3 tivessem alguma condição crônica que exige acompanhamento.
O que podemos fazer
Cuidar de uma criança com doença crônica é um desafio, mas também uma oportunidade de fortalecer vínculos e promover autonomia. As principais ações incluem:
- Acompanhamento médico regular: manter consultas, exames e vacinação em dia.
- Alimentação equilibrada: seguir orientações nutricionais adaptadas à condição da criança.
- Atividade física supervisionada: respeitar os limites e incentivar o movimento diário.
- Apoio emocional e escolar: conversar com professores e colegas sobre a rotina de cuidados.
- Atenção e carinho: o afeto e a escuta são tão importantes quanto os remédios.
Com esses passos, é possível garantir uma vida saudável, participativa e cheia de conquistas.
Conclusão

Ter uma doença crônica não significa perder qualidade de vida. Com os cuidados certos e uma rede de apoio presente, a criança pode crescer, brincar e realizar seus sonhos. Aqui no Clube da Saúde Infantil, acreditamos que saúde também é acolhimento, e que crescer com cuidado e amor é crescer melhor.
Referências
- Ministério da Saúde (BR). Vigilância de Doenças Crônicas Não Transmissíveis na População Pediátrica. Brasília: Ministério da Saúde, 2021.
- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional de Saúde: 2019. Rio de Janeiro: IBGE, 2020.
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Diretrizes para o manejo de doenças crônicas na infância e adolescência. Rio de Janeiro: SBP, 2022.